Eletrônica transitória: novos dispositivos dissolvem e desaparecem quando não são mais precisos

Out/2012   Uma pesquisa de Suk-Won Hwang, da Universidade de Illinois (EUA), em parceria com o engenheiro biomédico Fiorenzo Omenetto da Universidade Tufts (EUA), desenvolveu uma nova classe de eletrônicos, apelidados de “eletrônicos transitórios”, que podem se dissolver e desaparecer em um certo tempo (minutos a anos) pré-estabelecido.
A eletrônica transitória poderia revolucionar o mercado tecnológico. Hoje em dia, mesmo que os eletrônicos fiquem obsoletos pouco tempo depois que nós os compramos, eles são projetados para durar. Depois que perdem seu valor ou quebram, eles simplesmente se acumulam em nossas casas, centros de reciclagem ou aterros.
A nova tecnologia poderia ser uma solução para esse problema: os dispositivos seriam programados para durar apenas o tanto quanto fossem necessários, e depois se dissolveriam completamente.
Eles poderiam viver no corpo humano para entregar drogas, ou poderiam ficar no exterior de edifícios para monitoramento, dentre muitas outras funções – suas aplicações são intermináveis -, para depois simplesmente desaparecer.
Além de serem “amigos do meio ambiente”, a nova tecnologia poderia melhorar muito a aérea médica. A implantação de dispositivos no corpo humano geralmente só vale a pena quando o paciente está em risco de vida, por exemplo, a implantação de um marca-passo ou bomba de insulina.
Mas há muitas situações em que monitorar constantemente certas estatísticas vitais seria útil. Um termômetro ou monitor de açúcar no sangue poderia verificar se um paciente pós-operatório está seguro durante o período crítico, mas o esforço e custo de implantação e remoção dos dispositivos atuais não podem ser justificados.
Como eletrônicos transitórios são criados
Esses dispositivos são uma combinação de seda e silício projetada para funcionar perfeitamente em nossos corpos e ambientes.
A seda é a estrutura principal do dispositivo, que determina sua taxa de dissolução. Omenetto descobriu como ajustar as propriedades da proteína da seda para que ela se degrade em uma ampla gama de intervalos: a seda é dissolvida e, em seguida, recristalizada, e, através do controle dessa cristalização, os pesquisadores podem controlar a taxa a que se dissolve de novo.
Para testar a técnica, a equipe da pesquisa projetou um implante biomédico em um rato. Eles criaram um dispositivo térmico para monitorar uma infecção no roedor.
O dispositivo foi programado para se dissolver após um determinado período de tempo. A equipe implantou cirurgicamente o aparelho no local infectado, e, depois de três semanas, a infecção foi reduzida e pequenos pedaços residuais do implante puderam ser detectados.
Em outros testes, os pesquisadores também construíram transistores transitórios, diodos, bobinas de energia sem fio, sensores de temperatura e tensão, fotodetectores, células solares, osciladores de rádio, antenas e câmeras digitais, todos feitos com material solúvel.
O que você acha dessa nova tecnologia?[POPSCI, Forbes, NBCNews]

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