Mudança no horário de expediente da prefeitura de Rio do Sul gera economia?


Por Elias Boell Júnior

Nota:Quando escrevo meus textos para enviá-los ao Jornal Nova Era reviso-os seguidas vezes a fim de evitar constrangimento ou o aborrecimento indevido a pessoas e entidades. A última matéria intitulada: “Mudança de horário na prefeitura de Rio do Sul traz economia ou não?” ocorreu erro de envio. O erro ocorreu no momento de clicar no e-mail que deveria seguir para impressão. Para tanto, ei-lo aqui  com a devida revisão:

A partir do dia 22 de outubro a prefeitura mudou o horário de expediente ao público e passou a ser das 7h30 min até 13h30 min de segunda a sexta. Anterior ao dia 22 o expediente era das 7h30 min até às 11h30 min e das 13h30 min às 17h30 min e compreendia uma carga horária de 8 horas/dia. 

Agora, em virtude das 6 horas de trabalho ininterruptas os servidores públicos não têm o horário de almoço e um dos benefícios à população com essa mudança  é o fato de o cidadão ter atendimento no horário do almoço, tendo em vista que muitas pessoas só têm das 11h30 min às 13h30 min para  resolver os assuntos com a prefeitura.

É oportuno salientar neste a necessidade que os trabalhadores do terceiro setor têm de atendimento pelo comércio de Rio do Sul no horário de almoço (11h30 min às 13h30 min). Quando podemos nos dirigir ao comércio nesse horário e muitas vezes se faz necessário, é bom.

Sob a ótica do 1º mundo (economia desenvolvida) a redução da carga horária para o trabalhador traz uma economia que vai além da própria “economia”, traz qualidade de vida para as pessoas.

Imagine-se trabalhando 8 horas para sua empresa, você gasta de 30 minutos a 1 hora para ir, mais 30 minutos ou 1 hora para voltar, você fica mais duas horas de intervalo de almoço na empresa, neste caso, você dedicou metade das suas 24 horas diárias para a empresa, o registro é de 8 horas mas na verdade você dedicou de 11 a 12 horas .

Sabido é que a maioria dos trabalhadores do Alto Vale do Itajaí em Santa Catarina têm expediente de no mínimo 8 horas diárias, talvez você pergunte: ”Por que o servidor público presta 6 horas e nós 8, é justo? É justo sim!E justo seria que os empresários do Alto Vale do Itajaí adotassem a Gestão de Pessoas do 1º mundo também, ou pelo menos tentassem!

Em se falar de redução da carga horária para o trabalhador pode advir uma série de justificativas por parte dos empresários, as demandas de cada empresa variam muito e só mesmo os empresários sabem das suas próprias peculiaridades empresariais mas a necessidade do trabalhador brasileiro todos nós sabemos que é qualidade de vida!
Quando empresas públicas ou privadas adotam carga horária de 6 horas ou menos, não se discute se isso gera economia ou não, mas deve-se buscar mais alternativas ainda que venham a melhorar a qualidade de vida das pessoas. Pois o capital humano é o que deve ganhar destaque e não o enriquecimento desse ou daquele.

Menos tempo na empresa significa mais tempo para passar com a família, mais tempo para estudar, mais lazer e menos problemas de saúde na sociedade. Melhora ainda o equilíbrio mental do trabalhador.

O consumidor europeu é exemplo de observância à qualidade de vida das pessoas no mundo. Lá na Europa, se eles desconfiarem que o produto é produzido em condições subumanas, será rejeitado por mais barato que seja!

A Carga horária de 8 para 6 horas nas prefeituras deve ser implantado não somente no período que compreende o verão, mas como horário permanente , deve ainda, ser utilizada como exemplo a ser seguido pelas empresas privadas como sinal positivo de uma nação que visa a uma Gestão de Pessoas de 1º mundo!

A economia de 1º mundo requer isso: qualidade de vida! É para lá, para o 1º mundo que devemos seguir. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário