10 curiosidades que vão te ajudar a entender “ele” melhor

Guia do pênis: 10 curiosidades que vão te ajudar a entender “ele” melhoR

24/10/2016         Se não fosse ele, não estaríamos aqui: estamos falando do pênis. Talvez, o órgão seja o maior bem de todo mamífero do sexo masculino. Aliás, ele veio antes mesmo do homem. Segundo uma descoberta da Universidade de Leicester, no Reino Unido, um artrópode chamado Colymbosathon ecplecticos, que viveu na Terra há mais 400 milhões de anos, é a primeira criatura de que se tem notícia a possuir um pênis. O seu nome em grego pode ser traduzido como “nadador surpreendente com um pênis grande”.

Sugestivo, não é mesmo? Mas o órgão masculino é poderoso e cheio de segredinhos que deixam muitas mulheres curiosas. Você sabia, por exemplo, que existem dois tipos de pênis? Aqueles que parecem pequenos e se expandem e aqueles que parecem maiores e não se expandem tanto? Ou então que um pênis ereto pode suportar até 5kg pendurados sobre ele (ATENÇÃO: não tente isto em casa!)? Para elucidar algumas questões sobre órgão masculino, explicamos 10 curiosidades que vão te ajudar a entender “ele” melhor. Espia só:
1. Calma, o colega do vestiário não é tão bem dotado assim!

A preocupação com o tamanho do pênis paira nas mentes masculinas. Banheiros coletivos podem ser um problema, afinal, o gramado do vizinho parece sempre mais verde. No entanto, há um ponto importante a ser analisado.
O tamanho médio do pênis flácido entre os brasileiros é de 6 a 9 cm e enrijecido pode chegar entre 14 a 16 cm. Mas existem dois tipos diferentes: um pênis considerado pequeno no estado flácido pode triplicar de tamanho quando ereto, enquanto um pênis flácido longo ganha apenas poucos centímetros extras na hora do “vamos ver”.

Nos Estados Unidos, o primeiro é chamado de “grower” (“algo que cresce”, em tradução livre) e o segundo ganhou o apelido de “shower” (“exibido”, em tradução livre e adequada).

Segundo o urologista do Hospital Moinhos de Vento e professor da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Ernani Luís Rhoden, é grande o número de pacientes que chegam aos consultórios com a “síndrome do pênis pequeno”.


– O pênis é formado por dois corpos cavernosos e um esponjoso. Dentro dos cavernosos, existe uma concentração de musculatura que recebe um aumento da circulação de sangue no estado de ereção. O tamanho do pênis quando ereto depende desta musculatura. Não significa que um homem cujo pênis é mais longo quando flácido vai ficar com ele ainda maior quando ereto – explica.

Um estudo publicado no Journal of Sexual Medicine , afirma que as mulheres mais propensas a ter orgasmos vaginais dizem que é mais fácil atingir o clímax com homens que têm pênis maiores.

– Embora não esteja claro exatamente por que isso acontece, um pênis mais longo pode conseguir estimular melhor a vagina e o colo do útero da parceira – explicou o coautor do estudo, Stuart Brody, psicólogo da Universidade do Oeste da Escócia.

Em uma pesquisa de 2013, detalhada na revista Proceedings of National Academy of Sciences, os cientistas relataram que o tamanho ideal do órgão varia de acordo com a altura de um homem. Quanto mais alto o rapaz, mais adequado fica se o pênis for longo.

 Nenhuma das duas pesquisas mencionadas acima incluiu a opinião de homens gays. Um site estadunidense de mapeamentos elaborou um mapa com dados de diversas pesquisas elencando a média do tamanho dos pênis em cada país. Espia só:
2. Você fuma ou está acima do peso? Cuidado! Seu pênis pode estar diminuindo

Que fumar é um péssimo hábito para a saúde, todos sabem. As mais de quatro mil substâncias químicas contidas no cigarro também possuem efeitos nocivos ao pênis porque mantêm a musculatura do corpo menos relaxada, o que prejudica a capacidade do pênis ficar ereto.

 Em outras palavras, pessoas que fumam há muitos anos, acabam tendo os vasos sanguíneos obstruídos, o que impede que mais sangue chegue ao órgão e, consequentemente, diminui a circulação de oxigênio. E, como se sabe, a ereção depende de um bom fluxo sanguíneo. Por fim, o tabagismo pode fazer com que o pênis diminua até 1 cm ao longo da vida.

Outro problema capaz de diminuir o pênis é a obesidade, porém de um modo diferente. O que acontece de fato é que a gordura que se acumula na região pré-pubiana – púbis é osso que fica logo abaixo do umbigo, na região abdominal – envolve o pênis, que acaba embutido dentro da gordura.
– Muitas mães chegam com os filhos no consultório preocupadas com o tamanho dos pênis deles e, muitas vezes, estas crianças estão muito acima do peso.

Se as crianças emagrecem, o órgão fica mais visível. Uma pesquisa feita nos Estados Unidos evidenciou que a cada 15kg perdidos, o pênis torna-se 1 cm mais aparente – explica o professor.
3. Esfriou, encolheu!

Não adianta, “ele” não gosta de frio e quando as temperaturas caem, o pênis se recolhe. Ernani explica que isto acontece porque dentro do pênis existe um músculo que, com o frio, se contrai, retraindo o órgão. O mesmo acontece com a bolsa escrotal – o famigerado “saco”. Ela possui um músculo que controla o tamanho da bolsa de acordo com a temperatura ambiente.

 A missão deste músculo é sempre manter os testículos de 2ºC a 3ºC abaixo da temperatura corporal para a garantir a produção adequada dos espermatozoides. Esquentou? O músculo relaxa e a bolsa se afasta do corpo, fica maior. Esfriou? Ela se contrai.

Esta não é uma característica exclusiva da espécie humana: todos os mamíferos do sexo masculino têm saco. Ah, menos a baleia, mas ela possui um sistema de refrigeração natural dos espermatozoides que funciona com a ajuda da água.
4. Felizes para sempre (ou não)

O ciclo sexual masculino é composto do desejo, excitação e orgasmo. O que acontece depois do último? O pênis volta para o estado flácido, certo? Talvez não. Um jovem de 18 anos pode voltar a ficar excitado 30 segundos depois de um orgasmo.

Com o passar dos anos, este tempo de “descanso” aumenta – são precisos no mínimo 10 minutos –, o que é completamente natural. No entanto, há homens que possuem uma ereção prolongada, que pode durar até quatro horas depois da ejaculação. Isto parece bom, mas não é.

O nome deste fenômeno é priapismo – que vem de Priapus, deus grego da fertilidade – e é uma situação grave. O natural é que o pênis volte a ficar flácido depois de ejacular. O priapismo acontece quando o órgão continua ereto mesmo depois do fim do ato (seja sexo ou masturbação), o que acaba causando uma dor bastante intensa.

– O priapismo não está associado ao desejo sexual e é uma emergência médica. Isto porque ele é um tipo de isquemia, porque interrompe o fluxo sanguíneo no pênis. O sujeito precisa ir ao médico – alerta o urologista.

As causas são muitas, porém a mais frequente delas é o uso inadequado e sem orientação médica de remédios para o tratar disfunção erétil. Nestes casos, é necessário fazer exames para saber se houve algum dano ao órgão e, caso não tenha ocorrido, a manobra mais comum é a injeção de noradrenalina para que o pênis volte a ficar calminho, calminho.

Outra situação bastante incômoda acontece quando o homem passa por um período longo de excitação e não conclui o ciclo sexual. A causa disto é a congestão vascular – ocasionada pelo estímulo –, que quando não se completa causa um reflexo fisiológico bastante doloroso e desconfortável nos testículos.
5. Cuidado com performances acrobáticas

Pênis não quebra porque não tem osso, mas pode fraturar. Geralmente, a fratura peniana acontece quando não há uma ereção adequada. Uma das causas mais comum é o álcool, que funciona como um estimulador até certa dose, mas depois possui o efeito contrário e um dos reflexos disto é uma penetração mas difícil, principalmente em manobras sexuais mais acrobáticas.
O urologista Ernani Rhoden explica que o pênis possui uma espécie de parede no corpo cavernoso – a túnica albugínea –, que é bastante resistente. O órgão fratura quando há uma ruptura desta parede, que pode causar sangramento e hematomas.
– Este caso é uma emergência médica. É preciso fazer uma ecografia e ressonância do pênis para diagnosticar a ruptura. Em muitos casos, é necessário corrigir cirurgicamente porque uma má cicatrização pode ocasionar uma tortuosidade peniana.
6. É tortinho assim mesmo?

Nem todo pênis é uma linha reta. Aliás, a maioria deles possui alguma distorção ou inclinação. Existem dois tipos de curvaturas: as congênitas e as adquiridas.

No primeiro caso, o sujeito nasceu assim e isto acontece, geralmente, porque a uretra não cresceu tanto quanto os corpos cavernosos que formam o pênis, causando uma curvatura ventral. Algo meio arqueado para cima, o famoso “cabo de guarda-chuva”.

O que também pode acontecer é quando um dos lados do músculo que forma o corpo cavernoso cresce mais que o outro, causando um desvio lateral. Se o lado direito cresceu mais, o pênis fica inclinado para o esquerdo, por exemplo. Isto é natural, no entanto se a curvatura é muito indiscreta ou interfere no ato sexual, é necessário retificar o órgão cirurgicamente.

No caso da curvatura adquirida, o sujeito nasceu com o pênis reto, mas pequenos traumatismos ocorridos durante relações sexuais acabam resultando no encurvamento do pênis.

– Certos traumas causam o desenvolvimento de uma placa ou nódulo na parede dos corpos cavernosos que comprometem a elasticidade do pênis e impedem que eles se expandam normalmente. Neste caso, ocorre a doença de Peyronie, que dificulta a ereção.

O tratamento e feito inicialmente com medicamento e em alguns casos é necessário corrigir com cirurgia – afirma Rhoden.
Estima-se que 3,5% dos homens com mais de 40 anos tenham a doença, mas eventualmente ela atinge homens mais jovens também.
7. Prazer inconsciente e necessário

Todo homem tem de três a cinco ereções durante o sono. Elas acontecem no estado profundo do sono – o REM –, quando o indivíduo está inteiramente relaxado, assim como todas as funções do organismo.

A adrenalina diminui, o consciente é submergido pelo inconsciente e o pênis fica ereto. É assim que ocorrem os sonhos eróticos. Quando o sujeito é mais jovem, este processo acaba culminando numa ejaculação e recebe o nome de polação noturna. Quanto mais jovens, mais ereções.

– Este processo fisiológico é uma coisa boa extremamente importante para o corpo porque durante as ereções, o sangue circula para manter os tecidos do pênis oxigenados, ajudando a manter o órgão em forma. É um sinal de saúde masculina – explica o especialista.
8. Sem pressa, por favor!

Nada mais frustrante para um homem – e para a parceira ou parceiro – do que chegar ao clímax antes mesmo de começar a aproveitar o ato. Cerca de 30% dos homens possuem problemas de ejaculação precoce. Segundo Rhoden, ela pode ser primária, que é o caso de homens que nasceram assim. É importante entender que a ejaculação é um processo que acontece, antes de tudo, no cérebro e, neste caso, a precocidade tem fundamentação orgânica.


A segunda causa mais comum é quando o homem que antes não tinha problemas, começa a ejacular muito rápido. Geralmente isto ocorre porque ele não tem uma ereção adequada, então o corpo naturalmente aproveita aqueles segundos de enrijecimento para prover a ejaculação – que fisiologicamente é o principal objetivo do ato sexual. Dentro deste grupo, ainda estão as causas psicológicas como depressão, alto nível de estresse e insatisfação com relação a parceria sexual.


E uma terceira causa: a de personalidade. O sujeito que vive sob estresse, num mundo acelerado correndo de um lado para outro acaba tendo reflexos no tempo de ação sexual. Portanto, acalme-se. O controle do reflexo ejaculatório é um exercício que começa na adolescência.

Se um jovem, por exemplo, faz competições com amigos (pode não parecer, mas isto é bastante comum) para ver quem ejacula mais rápido, acaba não permitindo o desenvolvimento do controle do processo ejaculatório.


Mas existem diversos tratamentos bastante efetivos. Em geral, ele é feito a partir da prescrição de medicamentos controlados, psicoterapia e exercícios de controle como o Squeeze – quando o sujeito sente que vai ejacular e aparta a glande para retardar o fim.
9. Circuncidar ou não circuncidar, eis a questão

Judeus circuncidam os bebês quando eles nascem. Muçulmanos fazem o mesmo quando o menino chega na puberdade. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30% dos homens no mundo são circuncidados (algo em torno de 665 milhões de pessoas), a maioria por motivos religiosos. O resto do mundo masculino só faz quando o sujeito não consegue expor a glande, ou seja, quando o prepúcio (aquela membrana retrátil que cobre e extremidade do pênis) estreita a passagem dela – os casos de fimose. Este problema pode ocasionar processos inflamatórios e infecciosos oriundos da falta de higiene.


Existem estudos que apontam que o ambiente proporcionado pelo prepúcio no pênis estaria associado ao aumento da taxa de transmissão de DST em homens não circuncidados. Na África, por exemplo, os homens circuncidados apresentam uma taxa 60% menor de infecção do HIV em relações sexuais heterossexuais. Mas isto não significa que um homem não circuncidado está mais propenso a ter doenças sexualmente transmissíveis.


– O mais importante é cuidar da higiene. O que acontece é ficar mais fácil higienizar a glande quando ela está exposta, mas se a pessoa não circuncisada tem os hábitos corretos de higiene, não porque se preocupar – pondera o urologista.

Então não se esqueça: depois do xixi, limpe o amigo direitinho. Outra dúvida constante entre os homens é em relação ao freio balanoprepucial, ou simplesmente “freio” do pênis, que é uma prega de pele de forma triangular que liga a pele do prepúcio à glande. Todo mundo nasce com ele. O que acontece algumas vezes eé que ele pode ser mais curto do que o necessário e, se forçado, pode romper, causando dor e sangramento.


– Alguns homens acreditam que perde-se “o freio” quando acontece a primeira relação sexual, mas isto não passa de mito. Às vezes, no ato sexual acontecem pequenas lacerações, mas quando há de fato o rompimento, é necessário fazer cirurgia – ressalta o médico.
10. Sumiram?

Você está lá numa boa, curtindo o sexo e quando vê: cadê o testículo que estava aqui? Isto costuma intrigar as mulheres ou parceiros. São os chamados testículos retráteis.

 Os testículos descem da virilha para a escroto durante os últimos meses de desenvolvimento no útero. E em alguns homens, ambos os testículos estão presentes no escroto ao nascimento, mas um ou ambos podem retrair para a área da virilha. Isto acontece devido a uma hipertonia do músculo cremaster, que é o músculo no escroto em que o repousa testículo.

O músculo é responsável por mover os testículos mais perto ou mais longe do corpo para manter temperatura. Ou seja, elas não somem: só se escondem mesmo. É só colocar no lugar, que fica tudo bem.FONTE

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